NA IMPRENSA. A língua, como sabemos, é cheia de sutilezas, nem sempre explicáveis pelas categorias lógico-gramaticais. Há mais mistérios entre o céu e a terra… e muitos deles estão ligados ao uso, que cria uma expectativa de sentido. Vejamos um curioso título de recente matéria jornalística: Phil Collins afirma estar ‘totalmente recuperado’ e morando comContinuar lendo “Morando com a enfermeira”
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Língua portuguesa: uma herança maldita?
REFLEXÕES. Há uns bons anos, o debate público sobre a língua trazia como novidade a noção de variante linguística, que, por si só, tornava obsoleta a velha noção de erro gramatical. O que poderia haver, em determinadas circunstâncias, era o desvio da norma-padrão, sendo esta uma das variedades da língua – notadamente a de maiorContinuar lendo “Língua portuguesa: uma herança maldita?”
‘Vale a pena’ ou ‘vale à pena’?
GRAMATICAIS. Eis uma questão recorrente quando o assunto é a crase. Muita gente tem a impressão de estar diante uma expressão fixa e, em razão disso, acaba craseando o “a” sem analisar a sintaxe da construção. Logo no início do ano, passadas as festas e a tradicional comilança, constumam surgir na imprensa matérias sobre dietasContinuar lendo “‘Vale a pena’ ou ‘vale à pena’?”
Linguagem neutra: ‘sou a favor, mas sou contra’, parece dizer articulista
REFLEXÕES. Até pouco tempo atrás, ninguém podia criticar a dita “linguagem neutra” sem ser acusado de “fascista”, “homofóbico”, “transfóbico” ou simplesmente “bolsonarista”, o que sintetiza todos os outros termos. Até mesmo alguns professores universitários e pesquisadores da área da linguística deram um jeito de justificar a utilidade social ou a propriedade de formas como “elu”Continuar lendo “Linguagem neutra: ‘sou a favor, mas sou contra’, parece dizer articulista”
A arte de esgrimir argumentos
GRAMATICAIS. A esgrima, embora tenha raízes em treinamentos militares no Antigo Egito e tenha sido praticada pelos gladiadores na Roma Antiga, ganhou, no século XVI, entre os nobres europeus, o status de uma arte refinada, tendo-se tornado um símbolo de elegância. Desde o final do século XIX, passou a integrar as modalidades olímpicas. Nosso temaContinuar lendo “A arte de esgrimir argumentos”
Manchete com duplo sentido
NA IMPRENSA. Nosso leitor Rafael Salles nos trouxe uma contribuição muito interessante. Lendo um importante jornal de economia, ele encontrou uma manchete ambígua e logo se lembrou de compartilhá-la com os leitores do Português Claro. A frase com duplo sentido servia de título para uma matéria publicada no contexto das tentativas de negociação do governoContinuar lendo “Manchete com duplo sentido”
A Justiça é cega
GRAMATICAIS. REFLEXÕES. Todos conhecemos a representação da Justiça como uma mulher de olhos vendados. A venda nos olhos simboliza a imparcialidade, significando que, para haver justiça, o julgamento deve ser feito apenas com base nos fatos e nas leis, à luz da razão, sem influência de emoções, preconceitos ou quaisquer outros interesses. Há alguns dias,Continuar lendo “A Justiça é cega”
O sistema do plural – e ‘tals’
GRAMATICAIS. ORTOGRAFIA. É raro que, na hora de escrever, se pense muito na ortografia de uma palavra, a menos que se tenha dúvida recorrente sobre ela. Em geral, a forma da palavra é fixada na memória e passa a ser registrada automaticamente. Em alguns casos, como sabemos, a pessoa fixa a forma incorreta, mas aíContinuar lendo “O sistema do plural – e ‘tals’”
‘Frauda’ [sic] e o plural de ‘sarau’
ORTOGRAFIA. GRAMATICAIS. No português do Brasil, é muito comum a pronúncia do “l” como “u”, sem nenhuma diferença. Aliás, isso está na raiz da conhecida confusão entre “mal” e “mau”, os dois regularmente pronunciados da mesma forma. No caso desse par, a dica de sempre é distinguir os termos pelos seus antônimos: “mal” é oContinuar lendo “‘Frauda’ [sic] e o plural de ‘sarau’”
‘Intender’ e ‘entender’
BÁSICO E IMPORTANTE. Ortografia é um tema que podemos considerar básico, já que é objeto dos primeiros anos escolares. Mesmo aprendendo logo cedo as principais regras da convenção ortográfica, algumas questões persistem e erros aparecem até mesmo em textos da imprensa. É claro que não me refiro aqui a erros de digitação, que são frutoContinuar lendo “‘Intender’ e ‘entender’”