SEMÂNTICA. “Infringir” e “infligir” são palavras parecidas quanto à grafia e à pronúncia, mas muito diferentes quanto ao significado. A língua portuguesa tem uma boa quantidade de pares desse tipo, que são chamados de “parônimos”. Não é difícil que, vez ou outra, um termo apareça no lugar do outro. Vejamos um caso recente, publicado emContinuar lendo “Infringir a lei, infligir um castigo”
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Homicídio, feminicídio, genocídio
Nesta publicação, examinamos a formação de termos como “feminicídio” e “homicídio”.
Próclise é colocação mais comum no Brasil
GRAMATICAIS. O título acima expressa uma espécie de consenso nacional. No português do Brasil, há predileção pelo uso do pronome átono antes do verbo, independentemente da situação, o que seria uma das marcas que distinguem a sintaxe brasileira da portuguesa. Na linguagem espontânea, isso parece de fato ser verdade. No registro escrito, no entanto, aContinuar lendo “Próclise é colocação mais comum no Brasil”
‘Assertivo’ não quer dizer ‘certo’
SEMÂNTICA. Uma palavra que temos ouvido com grande frequência ultimamente é o adjetivo “assertivo”. Assim, de ouvido, “assertivo” parece guardar alguma relação com “acerto”, “ato de acertar” e, daí em diante, a rede de conexões semânticas pode levar à ideia de precisão ou exatidão. Não à toa, às vezes, encontramos a grafia “acertivo”, que, peloContinuar lendo “‘Assertivo’ não quer dizer ‘certo’”
Um defeito de sintaxe
PARA ALÉM DA GRAMÁTICA. O tema de hoje é um defeito de construção sintática que pode produzir uma boa dose de confusão. Geralmente, quando lemos um texto na imprensa sobre um assunto que está sendo discutido, temos condições de interpretar o sentido de uma construção ambígua graças ao nosso conhecimento prévio. É como se jáContinuar lendo “Um defeito de sintaxe”
Títulos jornalísticos
DEU NA MÍDIA. Uma situação que geralmente cria dificuldades para o jornalista fazer um bom título de matéria é aquela em que é preciso relatar a descoberta do que alguém disse ou fez antes de morrer. Como precisa remeter o leitor à pessoa morta, que foi notícia por ter morrido, o redator acaba se saindoContinuar lendo “Títulos jornalísticos”
“Há” ou “a”?
BÁSICO E IMPORTANTE. DÚVIDA RÁPIDA. O uso de “há” ou “a” na indicação de tempo costuma trazer dúvidas. O erro mais comum consiste em usar a preposição “a” onde caberia uma forma do verbo “haver”. Vejamos um trecho extraído de recente matéria jornalística: Ao chegar à terceira idade, o brasileiro viverá, em média, mais 22,5Continuar lendo ““Há” ou “a”?”
Tomar emprestado: concordância
GRAMATICAIS. Na língua portuguesa, existem dois sistemas de concordância, o verbal e o nominal. A concordância verbal expressa, por meio da flexão das formas verbais, a relação entre o sujeito da oração e o verbo a ele relacionado; a concordância nominal expressa, por meio da flexão de nomes, a relação entre o substantivo e osContinuar lendo “Tomar emprestado: concordância”
Ordem dos termos e uma questão de gênero
GRAMATICAIS. Os trechos abaixo são partes do relato noticioso de um sequestro, publicado em um dos grandes jornais de São Paulo. Os fragmentos suscitam duas questões linguísticas interessantes, uma de concordância de gênero, outra de ordem dos termos e duplo sentido. Vejamos. Uma mulher de 48 anos e dois homens, de 54 e 24, foramContinuar lendo “Ordem dos termos e uma questão de gênero”
“Sobressair” e paralelismo semântico
GRAMATICAIS. No trecho abaixo, extraído de uma notícia de jornal, temos uma questão de regência relativa ao verbo “sobressair” e uma questão de paralelismo semântico. Vejamos: Já o desempenho das meninas se sobressai na comparação com os meninos. Elas conseguem um resultado médio de 431 pontos, “significativamente superior ao resultado médio dos meninos”, de 408Continuar lendo ““Sobressair” e paralelismo semântico”